New York

13 March 2021

Secretary-General's video message on the 2nd anniversary of the Tropical Cyclone Idai [scroll down for Portuguese version]

14 March 2021
[Watch the video on webtv.un.org]

As we mark the second anniversary of Tropical Cyclone Idai, the United Nations is honoured to continue standing in solidarity with the people and Government of Mozambique.
 
In the aftermath of the unprecedented back-to-back Cyclone Idai and Cyclone Kenneth, I travelled to the country and saw the devastation and recovery efforts firsthand.
I will never forget it.
 
I was deeply moved by the strength and resilience of all those affected — and I was also inspired by the heroism of first responders.
 
The force of the storm is a reminder that time is running out for the world to act on climate change.  Tropical storms are becoming more intense and more frequent.  Parts of Africa are warming at twice the global rate.  Indeed, Africa is the least responsible for climate disruption yet is among the first and worst to suffer.
 
The world must take immediate action to mitigate global warming while supporting nations on the frontline of climate change to build resilience and adapt to impacts.
 
Two years after Cyclone Idai, so many families still struggle to rebuild their lives.  Tropical Storm Chalane hit in December 2020 followed by Tropical Cyclone Eloise in January 2021.
 
These storms were emergencies on top of emergencies.
 
The people of Mozambique urgently need our help to tackle the triple threat of conflict, the climate crisis, and the COVID-19 pandemic.
 
I call on the international community to step up and support the humanitarian response plan for Mozambique, which needs $254 million to respond to escalating humanitarian needs brought on by the triple crises.
 
On this solemn anniversary, let’s join hands to help the people of Mozambique recover better together.

 

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MENSAGEM DE VÍDEO SOBRE O 
SEGUNDO ANIVERSÁRIO DO CICLONE IDAI EM MOÇAMBIQUE
 
Nesta ocasião em que se assinalam dois anos desde que o ciclone tropical Idai se abateu sobre Moçambique, reitero a solidariedade das Nações Unidas para com o povo e o governo moçambicanos.
 
Visitei Moçambique logo após a passagem dos ciclones Idai e Kenneth e testemunhei, em primeira mão, a devastação provocada e os esforços de recuperação.
Jamais esquecerei o que vi.
 
Fiquei profundamente comovido com a força e a resiliência de todos aqueles que foram afetados - e também inspirado pelo heroísmo das equipas de ajuda de emergência.
 
A força dos ciclones alerta-nos para o facto de que o tempo está a esgotar-se no combate às alterações climáticas. As tempestades tropicais são cada vez mais intensas e frequentes. Há regiões em África que estão a aquecer a um ritmo duas vezes superior face à média global do planeta. Na verdade, o continente africano sendo dos que tem menores responsabilidades na crise climática, é dos que mais sofre as suas consequências.
 
É urgente adotar medidas imediatas destinadas a mitigar o aquecimento global e, ao mesmo tempo, apoiar as nações que estão na linha da frente das alterações climáticas para que vejam reforçada a sua resiliência e capacidade de adaptação.
 
Dois anos após o Ciclone Idai, muitas famílias ainda lutam para reconstruir as suas vidas. A tempestade tropical Chalane atingiu Moçambique em dezembro de 2020, seguida pelo ciclone Eloise em janeiro de 2021.
 
São catástrofes atrás de catástrofes!
 
O povo de Moçambique precisa da nossa ajuda urgente para enfrentar a tripla ameaça resultante da violência, das crises climáticas e da pandemia Covid-19.
 
Apelo à comunidade internacional para que intensifique os seus esforços e apoie o plano de resposta humanitária para Moçambique. O país necessita de 254 milhões de dólares para responder às crescentes necessidades humanitárias provocadas por esta tripla crise.
 
Nesta data, que nos faz a todos refletir, vamos unir esforços na ajuda ao povo moçambicano.