New York

01 June 2019

Secretary-General's message to Beira International Donors Conference [scroll down for Portuguese version]

I send warm greetings to all participating in the International Donors Conference taking place in the city of Beira.

I am certain that I share with all a deep sense of distress at the loss of life, the devastation and the suffering caused by Cyclones Idai and Kenneth.

Thus, I cannot fail to reiterate my condolences and deep solidarity with the Government and the people of Mozambique, especially the communities most affected by these natural disasters.

I would also like to express my sincere appreciation to all those who have contributed – and continue to do so – to alleviate the suffering of the people who have been deprived of their goods, houses, infrastructure and livelihoods.

The United Nations and its humanitarian partners were on the ground from the start of the crisis supporting the Government’s efforts; contributing to the coordination of international support; distributing food, drinking water and medicine; and providing shelter to those displaced.

The United Nations Central Emergency Response Fund (CERF) allocated $24 million to Mozambique. However, it is necessary to recognize that in order to face the scale of the disaster, large additional resources are needed. The means at our disposal are not at all enough.

We face enormous challenges: people’s basic needs remain unmet; the risk of disease outbreaks is evident; and the negative impact on food security due to the loss of crops will be very significant.

In order to strengthen the response to the tragedy, the United Nations launched an emergency humanitarian appeal of $282 million, which remains deeply underfunded.

I, therefore, reiterate my appeal to the generosity of the international community. This is the moment to translate into concrete gestures our solidarity with a country affected by one of the worst weather-related catastrophes in African history – and which also warns us about the urgency of tackling climate change.

I can assure you that the United Nations will intensify its efforts to address the short- and medium-term effects of the disaster. Emergency humanitarian assistance will gradually shift to support for reconstruction and for the Government’s efforts to advance the country’s development. My message is clear: the United Nations will not forget Mozambique.

I send my sincere wishes for the success of the International Donors Conference.

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Envio uma saudação calorosa a todos os participantes na Conferência Internacional de Doadores que se realiza na cidade da Beira.

Estou certo de que partilho com todos uma profunda consternação face à perda de vidas, à devastação e ao sofrimento causados pelos ciclones Idai e Kenneth.

Não posso, pois, deixar de reiterar as minhas condolências e a minha profunda solidariedade para com o Governo e o povo de Moçambique, em especial as comunidades mais afetadas por aqueles desastres naturais.

Quero, também, expressar o meu sincero reconhecimento a todos quantos contribuíram e contribuem para o alívio do sofrimento de populações que se viram privadas de bens, de habitação, de infraestruturas e dos mais elementares meios de subsistência.

As Nações Unidas e os seus parceiros humanitários mobilizaram-se, desde a primeira hora, apoiando, no terreno, os esforços do Governo; contribuindo para a coordenação do apoio internacional; distribuindo alimentos, água potável e medicamentos e disponibilizando abrigo aos desalojados.

O Fundo Central das Nações Unidas de Resposta a Emergências disponibilizou um total de 24 milhões de dólares para Moçambique.

Há, no entanto, que reconhecer que para fazer face à dimensão da catástrofe são necessários avultados recursos adicionais. Os meios de que dispomos não são, de modo nenhum, suficientes.
Enfrentamos enormes desafios: há necessidades básicas das populações que continuam por satisfazer; o risco de epidemias é evidente; e será muito significativo o impacto alimentar negativo decorrente da perda das colheitas.

Permito-me recordar que, com vista a reforçar a capacidade de resposta à tragédia, as Nações Unidas lançaram um apelo humanitário de emergência no montante de 282 milhões de dólares. Porém, as contribuições anunciadas permanecem muito aquém daquele valor.

Reitero, pois, o meu veemente apelo a uma resposta generosa por parte da Comunidade Internacional. Este é o momento para traduzir em gestos concretos a nossa solidariedade para com um país que sofreu uma das piores catástrofes ambientais jamais vividas em África (e que nos alerta, também, para a urgência do combate às alterações climáticas).

Posso assegurar que a ONU intensificará a sua ação destinada a fazer face aos efeitos, de curto e médio prazo, da catástrofe. O apoio humanitário de emergência dará, progressivamente, lugar a um apoio à reconstrução e aos esforços do Governo de desenvolvimento do país. A minha mensagem é clara: as Nações Unidas não se esquecerão de Moçambique.
Os meus sinceros votos do maior êxito para a Conferência Internacional de Doadores.