Dia mundial de luta contra a malária
Organização Mundial de Saúde afirma que malária continua a afectar 40% da população mundial; África subsaariana é a região mais atingida.
João Duarte, Rádio ONU em Nova York.
A Organização Mundial de Saúde, OMS, assinala esta sexta-feira o dia mundial de luta contra a malária.
Segundo dados avançados pela organização, 40% da população mundial está em risco. A região mais afectada, de acordo com a OMS, é a África subsaariana. No entanto, a malária constitui uma ameaça igualmente na Ásia, América Latina, Médio Oriente e mesmo partes da Europa.
Doença social
O presidente da Fundação Osvaldo Cruz, o médico Paulo Buss, disse à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, que existem várias dimensões na luta contra a malária.
"Ela não depende só da acção sobre os indivíduos doentes ao prevenir uma pessoa de adoecer. Ela precisa de uma acção ambiental. Ela precisa de uma acção social. Os lugares onde você não tem pobreza, onde existe um ambiente em que a situação social não permite que os mosquitos se desenvolvam, então não há malária. A malária não é um problema de condutas individuais erróneas, é uma questão social. A malária é uma doença de carácter social", disse.
Prevenção
Esta quarta-feira, as Nações Unidas juntaram-se a líderes religiosos, empresariais e desportistas lançando uma iniciativa que vai enviar redes mosquiteiras para África.
De acordo com os dados mais recentes avançados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, todos os anos um milhão de pessoas morre em resultado da malária, destes cerca de 800 mil são crianças com menos de cinco anos de idade.
O dia mundial da malária foi instituído no ano passado durante a 60ª sessão da Assembleia Mundial de Saúde. Trata-se de uma ocasião para reconhecer o esforço global para se controlar esta doença.
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