Militar, de 36 anos, que servia nas tropas da ONU no Haiti, sofreu hemorragia cerebral.
Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.
O Batalhão Brasileiro da Missão das Nações Unidas no Haiti, Minutah, informou que o corpo do sargento da Marinha, Carlos Freires Barbosa, deve chegar ao Brasil antes desta sexta-feira.
O militar, de 36 anos, morreu de uma hemorragia cerebral em 1º de maio.
Condição
O médico, major Roberto Albuquerque, disse à Rádio ONU, de Porto Príncipe, que o sargento sofreu um acidente vascular.
"Ele tinha um aneurisma, que é uma deformidade vascular que já é a prévia mais desconhecida do militar. Porque são condições que não se conseguem detectar, não escondem nenhum problema. Então ele tinha esse problema prévio. Não sei o fator que desencadeou, mas ele teve um acidente vascular cerebral conseqüente a isso", explicou.
O major Albuquerque disse ainda que o corpo foi embalsamado nesta segunda-feira.
Documentos
O comandante do Batalhão do Brasil no Haiti, coronel Paul Cruz, disse à Rádio ONU, que as Nações Unidas só estão aguardando a chegada de alguns documentos para que o traslado seja feito.
"O corpo se encontra em local adequado lá no Hospital Argentino. Assim que a documentação estiver ultimada vai haver o traslado do corpo do sargento para o Brasil", disse.
Exemplar
Segundo o médico, o sargento estava navegando na internet quando se sentiu mal. Ele foi levado imediatamente ao Hospital Argentino, em Porto Príncipe, e de lá transferido para a República Dominicana, onde morreu.
O sargento brasileiro, morava no Rio de Janeiro, era casado e tinha um filho.
Antes de deixar o Haiti, o sargento receberá homenagens póstumas de seus colegas das forças de paz. Segundo o Batalhão Brasileiro, o sargento era admirado pelos bóinas-azuis, que o descreveram como exemplar.